segunda-feira, 28 de abril de 2014

Há muito tempo não tinha um momento com uma casal de amigos (irmãos por sinal), com quem compartilhei alguns anos da minha vida no período escolar e em outros posteriores. O fato é que não estamos mais tão em convivência diária, e ontem tivemos uma oportunidade única de nos rever, e aproveitar uma boa conversa embalados pela visão da baía do guarajá, embora noite sem vento e céu sem estrelas, mas foi certamente algo único.
Sobre o que girou a conversa? Em síntese sobre relacionamentos, maneiras de estar bem consigo mesmo, espiritualiadade, práticas de yoga, vida agitada nas cidades grandes, ou até mesmo nas pequenas, família, amores e desamores.
Havia tempo não ouvia meu amigo falar sobre suas certezas. "Tu te preocupaste tanto em ser minha namorada que esqueceste de ser minha amiga".
"Eu gosto de me cercar de pessoas inteligentes. Inteligente que ajuda, que te ensina, que compartilha, e não arrogante e egoísta".
Falou de suas incertezas sobre o presente mas que almeja a certeza de um futuro melhor para si, para sua família. E claro, torço por ele.
O quanto é uma pessoa forte com suas fraquezas. Fiz um alerta. Cuidado, às vezes a gente precisa de outros, senão a cabeça pira. À beira do patológico, ele disse. A sociedade produz pessoas doentes, numa pseudofelicidade, numa necessidade infinita de aprovação e elogios, de vida perfeita. "Não se dá o direito de ficar triste. Era bem capaz de eu me matar,principalmente por estar morando sozinho, voltar pra casa sem ter ninguém pra conversar. Muito escroto".
Mas, também vi alguém que lutava por si, embora nem sempre com medidas saudáveis como fumar (ainda bem que parou), café em demasia, e estratégias mais saudáveis como cuidar de uma planta, querer um gato, fazer yoga, ter pelo menos um dia livre para não fazer nada, ou fazer programas culturais como ir ao cinema, teatro, música. Ler, cozinhar, cortar todos os ingredientes. Ou simplesmente conversar com quem lhe dá prazer. Tentar não se irritar com facilidade.
E claro, ter um bom humor, com suas piadas e frases desconcertantes que não tem como não rir!
Um amigo que longe me mostra o quanto ele cresceu e o quanto ainda aquele adolescente também inseguro e cheio de certezas. Um brinde á nossa amizade, amigo. Saudades sempre!

segunda-feira, 31 de março de 2014

O mundo dá voltas. Quem nunca ouviu isso, não é mesmo? Pois é, é a pura verdade, tudo o que vai volta. E o pior é quando os erros cometidos lá atrás, talvez por imprudência, ingenuidade, covardia, falta de outras habilidades, em suma, de amadurecimentos, podem retornar para você quando menos espera. Não é fácil. Mas, que bom que o tempo passa e estamos um pouquinho mais preparados ou mais estruturados para lidar com as situações aversivas. Sofrimento, tristeza, decepção, infelizmente isso acontece aos montes, e pior ainda quando vem de pessoas que você confiava e tinha estima e consideração, mas aí, algo acontece e 'bum!', reviravoltas acontecem. A dinâmica muda. Agora torna-se estática. Não é fácil. É mais uma figurinha para coleção. Aliás, para que colecionar dores e mágoas? Elaborar o que aconteceu e acontece é uma coisa, mas viver com aquilo, ou melhor conviver com o que ou com quem te fez mal e, ainda é sentido, é se torturar voluntariamente. Ninguém precisa disso. Não mesmo.
No fim das contas, tem muita gente que não respeita o que você fez, e principalmente quem você é. Isso é conhecimento universal, mas é muito doloroso sentir isso de pessoas que você cultivava respeito e carinho. Dói. Dói muito. As pessoas confundem insensibilidade e egoísmo com a tal da 'autoestima'. "Eu fiz isso porque me respeito, porque eu tenho que me amar primeiro, tenho que fazer por mim". Essas frases acompanhadas de atitudes falsas e mesquinhas, não revelam integridade. O justo não age de forma egoísta, e nem é insensível à dor do outro. É a empatia que falta. Isso me entristece profundamente. 
Mas sabe, a gente aprende a ser forte, a ser resiliente quando amparados por pessoas que te amam, que te entendem, ou se esforçam para isso, que te suportam. E não no sentindo pejorativo, mas que te dão suporte quando precisas. E esses suportes e amparo, vem de diversas formas, amigos, família, músicas, livros, filmes, fé. Cercar-se de um suporte social e ter estratégias de enfrentamento eficazes são de grande ajuda para não se afundar na desesperança e mágoa. Tudo passa. Tenha certeza disso. E penso assim, se sofri, é porque eu sentia algo bom que foi de alguma maneira maculado, ferido, desrespeitado, mas sinceramente, prefiro sentir uma dorzinha do que não sentir nada. Isso sim é que seria a grande miséria. 
Sabe quando a inspiração para escrever aparece? Este é um desses momentos. Acabei de ler o livro "Cartas entre amigos-sobre ganhar e perder". Demorei mais do que o esperado para ler este livro. Praticamente um mês. Isso pra mim é muito tempo. Até pensei que não conseguiria terminá-lo. Mas não por ser ruim, e sim porque em alguns momentos as cartas trocadas traziam relatos de histórias e acontecimentos muito tristes, e ler essas tristezas estava me deixando triste. Mas, hoje, para minha alegria consegui finalizar a leitura, e as últimas cartas trocadas, renovaram e beleza e a esperança que a bela amizade dos dois escritores nos apresenta e presenteia. É assim que deve ser. 

Eu passei um final de semana 'social', como já algum tempo isso não acontecia. Foi muito bom, renovaram em mim aquela vontade de interagir mais, sabe. Algo que tenho deixado de lado já algum tempo. Ando preguiçosa de sair de casa, o tempo também não favorece, muita chuva. Viver uma rotina de livros, cuidado, família e um programa ou outro interessante na TV, filmes, me bastam. Entretanto, renovei em mim que sair de vem em quando ainda vale muito a pena, mesmo que só, e melhor quando em boa companhia. 
A sensação de que não estou 'vivendo', só porque estou mais caseira, não me ocorre, apenas estou vivendo ao meu modo. Não quero pensar que mais adiante possa me arrepender de ter dedicado uns meses para mim, para minhas coisas e prazeres. Acho que de vez em quando, para algumas pessoas, recolher-se faz bem. Colocar pensamentos, sentimentos, projetos, pendências em análise e em resolução. Aos poucos os anseios e decepções vão tomando proporções menores, enquanto projetos e sabedoria vão tomando mais espaço. Não é automático, é preciso pensar o necessário a cada um deles, para não viver em função de uma amargura ou de uma alegria apenas. A vida é muito curta para termos uma meta só. Uma meta de cada vez talvez, mas uma meta só é muita pequenez. Talvez uma meta que atinjam outras, aí pode ser. 

Eu acredito que as coisas podem melhorar. Como percebe-se eu sou esperança. E é assim que gosto de encarar as coisas. Não de forma sonhadora e utópica, sei da realidade, mas a esperança em dias melhores me elevam a alma e acalma meu coração. E isso é muito importante para alguém ansiosa. Estou aprendendo a me despir da ansiedade prejudicial, e ficar com aquela que me move e me faz agir. Assim é melhor.
Não pretendo ser melhor que outros, mas apenas viver o melhor de mim. E nem sempre sabemos o quanto somo capazes disso. Se alguém tem que acreditar nisso, é você mesmo. Eu mesma. E assim, as coisas caminham. Você caminha e faz acontecer. Reclusão é bom, mas caminhar lá fora não faz mal, basta selecionar para receber o que de bom acontece, e semear em outros caminhos. 

sábado, 12 de outubro de 2013

Eu tenho acessado bem pouco este blog. Eu lembro dele geralmente quando estou com alguma ideia pra escrever, e quase sempre isso ocorre antes de eu dormir. Daí, a preguiça vence e meus textos mentais se esvaem...

Então, voltando ao assunto, resolvi entrar hoje pra despejar algumas palavras que estão presas em meus pensamentos há uns dias. 

Eu queria saber o que faz as pessoas  se incomodarem com a vida do outro, e fazer certos comentários totalmente desnecessários. Mais uma vez isso aconteceu comigo, quero dizer, fizeram um comentário me comparando com a situação de outra pessoa. Tipo, eu sei que não foi um comentário maldoso, mas creio que devemos medir nossas palavras e comentários em diversas situações, ninguém sabe realmente o que se passa com o outro se o mesmo não demonstrar, a menos que você conheça muito, muito bem para poder pelo menos ter uma ideia de como o outro pode realmente estar se sentindo. Aquela pessoa não tem culpa pelo comentário que fez ao meu respeito, eu a perdoo, mas mexeu comigo. Negativamente.

Às vezes nos encontramos em certas situações e não conseguimos sair dela, mas não por nossa culpa. Eu sei que sempre somos responsáveis por muita coisa que nos acontece, mas tem coisas que não depende da gente. Então, para os outros, parece que 'escolhemos' permanecer em certos cenários por livres e espontânea vontade, mas isso não é verdade. Os outros, às vezes, até próximos de ti, não fazem ideia do quanto você gostaria de cruzar a linha da fronteira, explorar outras vivências, mas isso não acontece. Simplesmente não acontece. E você com toda sua 'força' interior, exterioriza que está tudo bem, mas outras pessoas não tem noção de que mais uma batalha foi travada e não foi vencida. Daí, acham que você não faz nada por você e que 'estar na mesma' é uma opção pensada.

Não é sempre assim. Existe muito mais no fundo do mar.

Pense bem antes de fazer determinado comentário. Nunca se sabe de que forma pode atingir a pessoa que o ouve.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Injustiça é algo que realmente me irrita. Profundamente.

Pode-se ser injusto quando se mente, quando se cala, quando se cerra os olhos aos fatos, quando não se ouve, quando se nega, quando se dá demais a quem não merece, quando não se reconhece o que deve ser reconhecido.

Quando se clama por justiça, geralmente pensamos numa relação, ou seja, o que pratica a injustiça e o(s) injustiçado(s). Mas, aí, nos meus devaneios (mais intensos quando estou na tpm,) e momentos de raiva por diversos motivos bobos, eu penso, "Não preciso pensar assim, estou sendo injusta, COMIGO mesma!". Pois é, às vezes somos injustos conosco não, é?  

Pense. Mentimos pra nós mesmos para tentar camuflar uma ideia que nos incomoda, não fazemos valer nossos direitos calando, nos recusamos a olhar situações e pessoas que não são um bicho de sete cabeças que fazemos delas, (e isso nos bloqueia a inúmeras experiências, certamente), nos fazemos de surdos às verdades que não queremos aceitar, ou simplesmente, achamos que o elogio que recebemos não nos cabe. 
Somos injustos  quando negamos a nós a capacidade de se expor, de tentar um desafio, mesmo correndo o risco de parecer um pouco ridículo, mas e daí? Negamos conhecer outras culturas, outros valores, outras pessoas, outros lugares, outras músicas, outros livros... Quando nos negamos a capacidade de viver nos afundando em nada ou em excessos...
E quando erroneamente, mas não involuntariamente presenteamos, nos doamos a quem não nos dá a mínima! É atenção, é cuidado, é carinho, é dinheiro, é...você!!!!! (humilhação, em outras palavras). 
Sim, e injustos quando não reconhecemos em nós mesmos qualidades, avanços, progressos, e só enxergamos e ressaltamos defeitos, derrotas, tropeços, imperfeições. Ora, quem é perfeito nesse mundo??!!

Para que se machucar com atitudes e pensamentos infrutíferos?? Ser injusto, é ser cruel. Não precisamos de nós mesmos nos autoflagelando. O Mundo já é muito bom nisso. Pense.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Menino de poucas palavras

Poucas palavras
Poucas atitudes
Poucos gestos
Poucos gostos
Poucos amigos
Poucas gentilezas
Poucos 'nãos'
Poucos 'sins'
Poucas emoções
Poucas vontades
Poucos desejos
Pouco interesse
Poucos sonhos
Poucas palavras
Pouca expressão
Pouca sensibilidade
Poucas habilidades sociais
Pouca atenção

Alô, alô, alô...

Pouco, pouco, pouco...ai que chatice!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fortalecimento.

A distância de quem se gosta às vezes é fundamental para que o fortalecimento e amadurecimento possam acontecer.
Todo processo de crescimento pessoal tem o seu lado de dor e sofrimento. Faz parte, mas as recompensas pelas habilidades e autocontrole desenvolvidos durante a ausência a determinadas pessoas e situações é imensa. Livre de culpas, de projeções, de incômodos, de meio-sorrisos, de esforço sobre humano para se aguentar, para aguentar as dores interiores. Liberdade. Daí você se sente mais autoconfiante, mais disposto, mais...em paz. Ufa! Em paz. Isso é ótimo quando se alcança.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Metade
Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela casa
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim

Eu perco as chaves de casa

Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio

Onde será que você está agora?


(Adriana Calcanhoto)