"Chama-se penseira, às vezes eu acho, e tenho certeza de que você conhece a sensação, que simplesmente há pensamentos e lembranças demais enchendo minha cabeça" (Alvo Dumbledore, em Harry Potter e o Cálice de Fogo). Este blog é a minha Penseira e tal como, Alvo Dumbledore, utilizo para colocar lembranças e pensamentos a serem refletidos ou guardados.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Quantas coisas a descobrir. Quantas coisas a revelar. Quantos assuntos a discutir.
Insistência? Só um pouco...um pouquinho, quase nada.
Das longas madeixas às tabelas. Dos lanches, às conversas. Do sorriso, às histórias.
Quanto mistério a ocultar. Quantos muros a suspender. Quanta insegurança a demonstrar.
Dos violões, aos vídeos. Da saúde, à realidade, aos sonhos.
O que mais posso dizer? O encantamento se defez. Aos pouquinhos, às migalhas, aos passinhos. Não é verdade que o que vem rápido e fácil vai embora da mesma maneira. Não se foi como veio.
Quantas coisas a encobrir. Quantas coisas a controlar. Quantas palavras a proibir.
Desistência? Só o suficiente para achar que nem tentou...muita, pra ter certeza.
Dos telefonemas às reticências. Das apresentações, às criações. Do olhar, às fugas.
Que misterioso luar...Lu-ar. Sem mais ar...
quinta-feira, 28 de julho de 2011
sexta-feira, 21 de maio de 2010
E lá estavam elas três, se alimentando de seus próprios pensamentos, uma ao lado da outra, uma invisível a outra.
E lá estavam elas três, esperando o sinal e, talvez quem sabe, ao se levantarem, aquela barreira do silêncio pudesse ser rompida.
sábado, 22 de agosto de 2009

Vivência
Quanto mais aguentaria nesse ritmo? O quanto vale a sua vivência, e paciência para aturar os percalços que a vida lhe imprimia e descaso dos outros. Entretanto, percebi que uma coisa a sutentava: a fé de que a neta melhorasse e assim, pudesse retornar ao seu lar.
É...esperar e torcer...fazer por onde as coisas acontecerem porque nada caminha só pela força do pensamento. Sim, ela tinha consciência disso, mas infelizmente, aquela situação de internação hospitalar não havia muita coisa a fazer, os médicos já estavam cuidando.
Então, os dias passaram e outras conversas tivemos, em cada sinal da idade impressa em sua pele, sua história contada a mim,mostrava o quanto ela já sofrera, já vivera e agora, enfrentava a imaturidade e a prematuridade de outros. Ela me narrava então, do quão diferente poderiam ser os destinos "se" tal coisa assim, "se" tal coisa assado...um efeito borboleta...quanta coisa seria diferente! É, imagino a barra que deve ser enfrentar novos modos de viver diferentes do que se está acostumado e aguentar desgostosa calada. Sozinha. Mas, o apego às possibilidades nunca existidas não a ajudariam a atravessar esse caminho. Pensar em coisas boas é melhor, e se a fé ajuda, por que não?
terça-feira, 30 de junho de 2009

Estava acostumada a acompanhar progressos e recaídas daqueles pequenos seres e paralelamente dos anseios e expectativas de suas mães. A maior parte sempre tinha final feliz, ou melhor, uma partida feliz, para a casa. Só sorrisos e se vinha lágrimas, era pela notícia boa e pelo adeus de felicidades. Naquela manhã, as primeiras horas foram tranquilias, uma mãe nova e algumas perguntas, mas antes que esperasse, o Dr. aparecera na salinha e disse: "dá licença, vou conversar com os pais, mas pega uma cadeira e me acompanha." Claro, a história já tinha lhe dito que era assunto delicado. E, para sua inexperiência, era um delicado pesar. Como algo delicado pode ser tão pesado? Tão doloroso, tão...irreversível...?!
Um bebê se fora e os pais ficaram. Ficaram desolados, ficaram estupefatos, ficaram desesperançados, desesperados. Choros, gritos, não aceitação. Era terrível demais perder um filho, perder uma criança, perder um bebê! A cena persistiu durante toda aquela manhã. Corre-corre, pessoas desconhecidas, ausência da preceptora e as tentativas de amparo da desolação, do incoformismo ora vinha da familia, ora vinha da assistente, ora da técnica, e no meio de toda aquela situação, a aprendiz, tentando fazer o melhor. Mas inexplicavelmente, só ficou na intenção...palavras lhe faltaram, a assistência foi mais com gestos do que com palavras. Os que vinham ajudar falavam de Deus, de suas experiências, faziam comparações, empatizavam com a dor daqueles pais, e a aprendiz, paralizada. Anestesiada. Não podia intervir com argumentos divinos, não podia intervir com experiências parecidas (nem sequer passou por alguma), e o que podia fazer era acolher e permitir o choro. Mas o choro, não era um lamento. Era desespero, era grito, era revolta.