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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ao eterno, Estranho Mistério,
Quantas coisas a descobrir. Quantas coisas a revelar. Quantos assuntos a discutir.
Insistência? Só um pouco...um pouquinho, quase nada.
Das longas madeixas às tabelas. Dos lanches, às conversas. Do sorriso, às histórias.
Quanto mistério a ocultar. Quantos muros a suspender. Quanta insegurança a demonstrar.
Dos violões, aos vídeos. Da saúde, à realidade, aos sonhos.
O que mais posso dizer? O encantamento se defez. Aos pouquinhos, às migalhas, aos passinhos. Não é verdade que o que vem rápido e fácil vai embora da mesma maneira. Não se foi como veio.
Quantas coisas a encobrir. Quantas coisas a controlar. Quantas palavras a proibir.
Desistência? Só o suficiente para achar que nem tentou...muita, pra ter certeza.
Dos telefonemas às reticências. Das apresentações, às criações. Do olhar, às fugas.
Que misterioso luar...Lu-ar. Sem mais ar...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

                                       Praia de Mangabeira, em Ponta de Pedras-Marajó

Sim. Sim, foi mais fácil encarar aquela gente naqueles dias. Na verdade, não tinha tanta gente assim que me rememorasse outras lembranças menos prazerosas.
Poder desfrutar mais o verão que convidava, o vento nos cabelos, a areia no pé, as ondas crescendo, o brilho dos raios de sol na superfície das águas, o sorriso no rosto!
E houve dessa vez quem aceitasse o convite de apreciar a bela paisagem e matar saudade nas conversas recentes e recheadas e boas histórias e memórias. Nada como uma boa companhia para melhorar o gostinho do verão. E não faltava concorrência para levar-lhe a companhia. Era o marfim de novo, fazendo brotar o sorriso e acolher como sempre. Com o mesmo espírito de quem respeita, de quem brinca, de quem escuta, de quem entende.
E, qual surpresa, outro convite foi feito por quem também apreciou a companhia passada, na calma, na brincadeira e na gentileza. Uma plantinha ficou da semente deixada um ano atrás. Muito bom! Agradecida sempre.
Que venham mais verões como esses, mais sorrisos e mais boas histórias para carregar na lembrança.
Sim, foi mais fácil reviver o refúgio maravilhoso desse verão.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011



"É mais fácil dizer o que os outros dizem do que dizer o que a gente sente."
(Gabriel Chalita)

Estou aqui. Com muitas ideias, sentimentos, sonhos, que palavras não expressam o que sinto ou o que penso.
Sinto saudades, das companhias que gostaria que estivessem por aqui. Pra me alegrar, me fazer sorrir. Para me escutar e eu as ouvir. Escrever é minha fuga, mas não ando tão encorajada a fazê-lo.
Sinto frustração. O que nem costumava planejar, de repente aparece, e me mostra quantas alternativas, e quantas experiências em outros chãos poderia ter. Eu não sei de tudo. Não sou a autoconfiança em pessoa. Preciso ouvir de outros quando bate a insegurança ou a indecisão.
Sinto impotência. Querer fazer algo, e não conseguir fazê-lo é horrível, ainda mais quando muita coisa poderia mudar por um gesto meu. Afinal, eu opero no ambiente, mesmo quando só o que faço é silenciar...
Sinto surpresa. Muitas coisas e 'tradições' que aconteciam,e nesses últimos meses não ocorreram, me causaram estranheza. É como se pela primeira vez eu percebesse que é possível seguir sem elas e não sentir um vazio...É muito estranho. E mais estranho ainda, é saber que as relações não estão perdidas nessas ausências de ritos, apenas...distantes.
Sinto tristeza. Cenários que deveriam mudar e não mudam. Não por falta de clareza, mas talvez por falta de maturidade, solidariedade e, principalmente, sensibilidade.Sufocamento, por não tentarem nadar...vão se afogando aos pouquinhos.
Sinto beleza. Caminhos que se cruzam, mas não se comprometem. A passagem do outro lhe afeta mas não desvia seu próprio caminho. Ou talvez sim...
Sinto alegria. Acompanhar aventuras alheias que me levam a outras caminhadas, na magia que as embala é muito gostoso. Fico feliz só de lembrar e por vezes, por conviver com esse mundo de encantos.
Sinto bem-estar. Confirmar no meu coração e no dia-a-dia porque certas pessoas estão na minha vida, é muito bom e gratificante.
Sinto retornar a sentimentos adormecidos. Sensações boas e engraçadas. Mas, que às vezes irritam. Tragicômico. Mas, a gente cresce...
Sinto calma. Escrever tem sua função. Já estou me sentindo mais estimulada a fazê-lo.
E como diz minha amiga: "E viva Freud que nos ensinou a arte de sublimar."

domingo, 26 de setembro de 2010


Doutor,



Nunca mais passei por aqui para lhe dar notícias. Acredito que estejas tão atarefado quanto eu. Você já no início das últimas curvas até a chegada, e eu, me preparando para entrar nessa corrida.

Jamais imaginei o quanto o processo é doloroso e intenso de pressões, que te cercam de todos os lados.

Encontrei sentimentos e problemáticas que ainda não tinha vivenciado, e até aquelas que já sabia que enfrentava, mas que julgava sob controle da situação, percebi que ainda tenho muito o que aperfeiçoar (sempre tem algo para ajustar né?).

Reencontrei sentimentos e problemáticas que já havia vivenciado, e percebo que não avancei muito em mudar o quadro naqueles e naquelas que me incomodam.

E mais, perdi algumas chances sem nem ao menos ter tentado. Simplesmente deixei passar...e ficou nos planos, no mundo das idéias...de Platão. Como diria Harry, era mais fácil enfrentar o dragão rabo-córneo-húngaro do que aquela tarefa para o baile (lembras disso, né?), ou quem sabe conseguir demonstrar, como fez Hassan para Amir , que 'Não tem monstro algum'...
Enfim, agora, não há mais tempo para lástimas, agora é concentrar nos esforços que ainda consigo ter para as etapas finais.

Se tenho esperança? Creio que sim. Mas, espero dentro da realidade possível de se acontecer. É apenas uma questão de Probabilidade. Estatítica. Arranjos. Permutações. Combinações. Análises combinatórias. Leituras. Interpretações. Escrita. E, o principal, tranquilidade.

Estou em busca de resultado favorável, diante dos possíveis, vamos ver né...

Torça por mim!

Saudades, saudades.

Encantada

domingo, 1 de agosto de 2010

Não. Não foi fácil encarar aquela gente naqueles dias.

Sem poder desfrutar do verão que convidava. Sim, o verão, o clima, o sol, o barulho das ondas, o vento nos cabelos, a música animada, a bola quicada, a rede atada, a areia quente. Sim, o verão convidava, aqueles não. Impossível não lembrar daquele que sempre lhe brotava um sorriso no rosto. Impossível ignorar momentos vividos ali, sem aquela gente. Impossível não projetar.
Mas, houve quem lhe segurasse pela mão e a levasse à caminho das areias, deixando o leito de tristezas contidas, e indo para a vida.
Ele apareceu com o mesmo espírito de quem respeita, de quem brinca, de quem acolhe, de quem convida, de quem escuta, de quem entende. Mas, dessa vez, não era o ébano que despertava muitos olhares de admiração; era o marfim tão belo quanto. Veio lhe resgatar. Não foi um longo caminho, mas foi vivificante. E doloroso. Sim, pela ausência sentida daquele que carregava o bronzeado natural, e pela ignorância enfeitada de óculos escuros que a cercava.

Sim. Foi mais fácil encarar aquela gente durante aqueles dias. Poder desfrutar do verão que convidava. E do marfim. Mas, ainda assim, em seu íntimo, o ébano continuava vivo, sendo visto e sentido.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

E lá estavam elas três, sentadas naquele banco, uma ao lado da outra, uma invisível a outra.

E lá estavam elas três, se alimentando de seus próprios pensamentos, uma ao lado da outra, uma invisível a outra.

E lá estavam elas três, esperando o sinal e, talvez quem sabe, ao se levantarem, aquela barreira do silêncio pudesse ser rompida.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"E eu gostava tanto de você, gostava tanto de você..."

Dois meses

Sem o teu sorriso
Sem teu bom dia, meu anjo

Ou de saber como eu estava, da forma linda e suave.
Dois meses

Sem tua presença.
Dois meses

em que tudo a volta é lembrança.
Dois meses

nessa dor

que não cessa.

sábado, 16 de janeiro de 2010




Não gosto da sensação de ter choro entalado! Aquele nó na garganta e aperto no peito me incomodam profundamente. Hoje, passado mais alguns dias, senti novamente essa sensação, vontade de chorar e não conseguir. Ontem o fim da tarde e início da noite foi de uma chuva torrencial. Não pude evitar, mas me lembrou, aquela fatídica quinta-feira, de dezembro marcada pelo fim de uma jovem vida, de uma vida de um jovem e início de um período de muita dor.
Dezembro pra mim, é um dos meses do ano que mais gosto. Adoro o clima de natal, os dias nublados sem o forte sol, um friozinho gostoso, as luzes natalinas, cheiro de férias, de rede, de músicas novas, muitos filmes e claro, livros! Assim, como início de ano, tirando as luzes de natal, o clima é aconchegante. Sinto falta de quando aproveitava cada detalhe deste período quando era mais nova e meu mundo era 'escola, cinema, clube, televisão'. Hoje, ah, mudou bastante. É a vida, tempo implacável...e ao invéz de preparação para as aulas, o fato agora é: mercado de trabalho.

Muitas coisas acontecem, e sem querer nossos caminhos acabam tomando outros rumos. São as contingências, poderiam dizer...

Janeiro, novo ano, novos planos, blá, blá, blá. Tá bom, também é isso, mas é continuidade. É isso. Coisas novas acontecem, mas é continuidade.

Eu poderia dizer que meu choro é por muitas coisas e pessoas, e o medo rondando. Medo de muitas coisas.

Apesar de triste às vezes ainda me sentir, o riso ainda me vem, e a esperança, como a fragilidade e sonhos de uma criança pequena.

Continuação. Continuidade. Seguindo em frente, mesmo que os meses de Dezembro de agora em diante, me recordem entre tantos sentimentos, uma grande perda.

Apesar de tudo, sei, ainda sou Esperança!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Tristeza


Eu queria ter palavras bonitas, sonoras, rimas. Com as palavras nos expressamos, nos fazemos entender, embora também plantemos dúvidas e exigimos respostas.

Hoje, não as tenho. Hoje, o que fala por mim, não é a minha boca, o som de palavras. É meu corpo. Doído e curvado. É meu olhar. Vago. Triste. Caído. Com um brilho escuro, ou talvez...sem brilho. Perdido no tempo e no espaço. É minha boca com sorrisos ausentes ou meio-sorrisos. É minha mão que entre os dedos de unhas sem cor, ainda carrega aquele anel.

Ah...aquele anel...Era um segredo guardado em nossos corações. O desejo de ficarmos juntos era real. Assim como o pedido. Por entre tantos formalismos, falta de tempo e...receios. Só nós dois sabíamos o que queríamos e como queríamos.

Aproximações sucessivas. Brincadeiras provocativas. Intenção. Afeto. Verdades declaradas. Medos externalizados. Interesses comuns. Carinhos. Sonhos. Declarações. O futuro prometia, enquanto o presente acontecia. Devagar e intenso.

Hoje, sem palavras. Fatalidade real. Não foi um pesadelo. Não foi só uma sensação estranha sentida durante aquela semana fria e atribulada. Ele se fora, sem querer ir. Foi forçado a ir, com dor no peito banhado em sangue. Seu último ato? Coragem. Sua última força? Correr. Sua última segurança? Os braços da mãe. A chuva fina de dezembro, ao final da tarde, o limpava. Então, barulho, choro, esforços para salvá-lo. Ele estava indo...

Anoiteceu. Noite fria depois de uma tarde escura de chuva forte. A casa estava em silêncio e o telefone tocou duas vezes até ser atendido. Do outro lado, a notícia arrasadora. Meu mundo parou.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"O Grito, de Edvard Munch"

Revoltada com a morte de um pessoa muito querida para essa violência absurda!


Eu fico me perguntando por que tinha que ser assim...ele partir de uma forma tão bruta, tão cruel, tão sofrida!

Por que meu Deus?

Quanta maldade impera nesse mundo e sangues de inocentes são derramados, mas ninguém muda, só choramos e voltamos a viver como se tivéssemos que ACEITAR que as fatalidades são NORMAIS e ponto em seguida porque a vida continua para nós. Somos pacíficos, somos insensíveis, somos egoístas...quem está no poder não quer estar para cumprir o dever, mas pra se aproveitar dos outros, da gente...

Cadê a educação? Cadê a segurança? Cadê os empregos? Cadê a cultura? Cadê assistência à saúde? Cadê Deus no coração dessa gente? Cadê?! Cadê o amor? Cadê o respeito?

A vida vale tão pouco né...só pra impor "respeito" tira-se a vida alheia! Autoritarismo e medidas coercitivas não formam respeito...só o medo e medo não implica em respeito!

A vida não é nada né...por uma miséria enfia-se a faca no peito, atira-se com revolver, quebra-se um pescoço e sai rindo, vangloriando do horripilante feito...


Por que viver de matança, de roubo, de estupro, de drogas, de violência, de ódio, de suborno, de corrupção, de mentiras?!


São vítimas do "SISTEMA"? Não somente. A cabeça pensa, se são capazes de arquitetar as mais mirabolantes atrocidades, poderiam usar para o lado que constrói e não o oposto!

Doentes psiquiátricos? Punição? Pena de morte?

...

Cadê a empatia? Cadê a generosidade? Cadê a solidariedade? Cadê o amor? Cadê os valores? Cadê a família?!


É filho matando pai, pai matando filho, é criação pela TV, sem limites, ou excesso deles, modelos errados...

Cadê o diálogo? Cadê a compreensão? Cadê o acolhimento? Cadê o amor?

Onde estamos meu Deus?!

O sofrimento continua e a maldade desse mundo também...

Quanta desgraça o homem é capaz de fazer...

E permanece o lamento...o choro... e o que conforta? o que alivia? Talvez o tempo, sustentando-se naquilo em se acredita, pois NADA traz a pessoa morta de volta à esta vida, nem quando se é feita a "JUSTIÇA".

Por que tinha que ser assim...ele partir de uma forma tão bruta, tão violenta, tão impiedosa, tão cruel!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009




Harry Potter e o sábio Chapéu Seletor sensível às caraminholas da cabeça de muitos alunos hogwartianos
Caraminholas na cabeça?
O que fazer quando as idéias parecem não fazer sentido?
Quando existem confusões mil?

Quando se sente muito e não se sente nada?

Quando se sente seguro e ao mesmo tempo tão incerto?

Ao mesmo tempo vivo e ao mesmo tempo morto?

Quando se está em companhia, mas sente-se sozinho?

E então, quando tudo parece melhorar...como um tapa, as palavras lhe tocam a face, não ríspidas, mas descomprometidas...

Um paradoxo total...

...



Pensar é bom, analisar, refletir...mas o tempo todo, todo o tempo, que atrapalha a dinâmica do dia-a-dia, que tira o sono, enfim...já pode ser um fator negativo, ainda mais se desses pensamentos não sai uma ação concreta. Aí é muito pior.

O que fazer com as caraminholas conseqüentes e frequentes?

Nem sempre teremos um chapéu seletor que nos ajuda a descobrir as respostas para nossos pensamentos...ou uma penseira pra ordenar os pensamentos intensos...

Eu mesma não tenho uma resposta. Depende muito. Mas, que tal deixar de molho e ver o que acontece? Se for pra aceitar um fato que não há como mudar, aceite-o, ou pelo menos aprenda a conviver com ele.

É um esforço diário. Pensamentos nos invadem sem pedir licença. Esteja atento, acolha-os, reflita, ou se não há mais o que pensar sobre, que tal uma saída para algo diferente?

Eu tenho a minha. E você?

Não se permita a uma tortura mental por você mesmo.

Pense nisso, se não for muito incômodo.

domingo, 6 de setembro de 2009


Inquietação[2]

Eis a palavra
Palavra, palavras, dizeres, idéias, palpites...

precisava de uma...de alguém...
A necessidade foi suprida com eficácia e eficiência, devo dizer.
E não foi apenas uma. Foram muitas. E foi muito bom.


Não pelo motivo que nos tinha inovado, mas pela serenidade do ocorrido
A leveza era a própria encarnada e o futuro não afligia, apenas o ardor da emoção.

Enquanto a espera sucedia, o telefone cantava a vinda.
Queria pois aquele sorriso e o bater das asas


E o que ficou nos planos saiu dos planos
E o que aconteceu foi muito proveitoso.


Vivência sem fronteiras, disse. Será? Quem sabe...
E pra minha surpresa uma empatia... Posteriormente, o espaço, segredosas conversas, revelações...ajuda...Leveza.
Que interessante, achei. Jogo aberto. Fim de papo.
Fim de papo??? É fim de papo.


O que mais esperar? Músicas pra animar.
E um lanche pra fome cessar. Um jogo para vibrar.
A carona sempre é bem-vinda, e o que não aconteceu...deixa pra lá.

Vivência sem fronteira, disse. E a confirmação veio depois. Sim sem erro.
Esperar. Esperar? Sim, esperar.
E o que sucederá?
Lilás e asafugaz ressaltam, viver esse arco-íris.
Um alerta e um aval,foi dado. Mas, será concretizado?
Só o tempo irá dizer. E ele diz. Não só o tempo como a ação.


Entregar-se em aquarela? Por que não?

Mas por hora, navegar é melhor, na calmaria da brisa, mesmo que se conheça o fundo, ou seria a fundo?

Não importa, a superfície revela.

Permanece na superfície e respira. Aprecia e respira.

sábado, 22 de agosto de 2009

Inovação


Era uma sexta-feira.

Eu não me importei ao te buscar para minhas lamentações.

Senti que as alguras do passado volveriam cá nesses tempos, os mesmos de outrora.
Eu até, repensava às vésperas o quão foi igual, e o quão foi diferente, do período anterior e do período de agora.
Novas (re)descobertas, novos (velhos) sonhos, viagens, paixões...


E então, eis que naquela noite, ao preparar a ceia, ela me revelou, em tom de aviso que a cena poderia repetir-se. E seu discurso sério em detalhes, e suas ações planejadas me causaram um misto de consciência de que os comportamentos se repetem e de rejeição de não querer vivenciar novamente aquele cenário.


Eu entristeci, desconcentrei e me sufoquei.
Foi quando decidi, "quero inovar contigo".
Precisava escoar a agonia sentida e o medo que aparecia.


Não hesitei. Cumplicidade, afinidade nos bastaram para nossa relação aperfeiçoar. Foi mais que um pedido de socorro, foi a confirmação de que a balança pode pesar mais de uma lado e de que serei amparada se pender.

Agora sei, conjurar alegrias, dores, frustrações, sonhos...eis o nosso mais novo espaço que em grego ou russo acontece, quem se importa, nos entendemos, mesmo que às vezes sem palavras...

sábado, 6 de junho de 2009



Hoje senti sua falta.

Na beira da calçada, andando na grama vendo o rio e o luar.

Queria pois, um sorriso parceiro, daqueles de aconchego, sem pretensão de ser...

Penumbras, ruídos ao longe, clima sereno e no pensamento um desejo.


Seria isto saudade?


Uma ausência constante. Um conjunto de movimentos em latência...em não ter, sem poder, escurecer...deixar e rarear.


Agora só lembranças.

quarta-feira, 27 de maio de 2009


O Gato de Alice me apareceu em meio a nuvens daquela noite úmida. Meio fraco e sem exageros. Senti que a noite sorria para mim.

Então, em uma awareness, tal qual o homem - árvore daquela tarde argilosa e experiencial: Eu sendo a lua, e a lua sendo eu.


Mais uma vez, a natureza me acompanhava na felicidade inundada em mim.

Assim, contemplei a maravilha que eu encontrei e que cultivo com muita destreza. O caminho certo. O lugar certo. A hora certa.


Eu vi uma desenvoltura e vejo uma desenvoltura. Conhecimento impresso de nada adianta sem as habilidades para transmiti-lo, para efetuá-lo. Com sensibilidade, frizo, com sensibilidade.


Um pulo na minha história e melhor explicação do que voltar ao passado não existe. Ou melhor, talvez exista uma que complemente, mas não preciso de mais provas. Já está carimbado.


Então, debaixo daquela chuvinha incessante ao voltar ao ninho, compartilhei o sorriso e acolhi outros.


Ah, o Gato de Alice! Sem palavras, apenas ele.


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Foto: Mariana Melo


Ok. "Paciência é uma virtude". Ouvi isso em algum lugar...

Mas por que estou a escrever se nem sei que fios vai tecer?

Por que insisto em olhar se a visão não mudará?

Por que?

Por que insisto?

Resiliência? Esperança? Masoquismo? Falta de clareza? Estuporamento? Cruciatus? Ojesed? Legilimência?

Sabe lá...etecétera etecétera...

Hum. Talvez porque paciência é uma virtude...

Mas o que é paciência?

E o que é virtude?

E o que isso tudo tem a ver com o meu não entendimento autoafirmativo dramático enobrecido?

Por que será que dessas palavras nem sentido haverá
de prosseguir nesta agonia de não saber
que claro não está
e nem escuro parece ficar

apenas cinza.

domingo, 29 de março de 2009

Perda

Ah...
coisas da vida...

Quando chega a hora de ir de vez, não se pode fazer nada para impedir...
apenas retarda-se um pouco.

A dor que fica é única. A partida abala.
As lembranças ficam e a saudade então...nem se fala.

A tua hora chegou.
Tristeza acompanha.

Mais um fazendo ponte para o outro lado.
Menos um para nos alegrar.

Missão cumprida.
Só nos resta lamentar, aceitar
e acostumar.

...

Ah,
coisas da vida...


[Queria poder dizer mais, o quanto sentiremos tua falta, mas as palavras não bastam para exprimir tamanho sentimento.]

online

terça-feira, 10 de março de 2009

Calejando...


Parada aqui com tantas idéias, emoções, pensamentos...
Por um momento de descanso, de desabafo...
Em um momento de saudosismo e nostalgia...
Pedindo um momento de pausa e respiração.

Parada aqui sem idéias, emoções e pensamentos...
Por um momento de agitação, de acolhimento...
Em um momento de sonhos e desejos...
Pedindo um momento de alento e compreensão.

Parada aqui, partilhando idéias, emoções e pensamentos...
Por um momento de constância e divisão....
Em um momento de reflexão e análises...
Pedindo um momento de coragem e superação.

Uma hora vem o cansaço.
Uma hora vem o cenário.
Uma hora uma ajuda pode vir.
Uma hora a decisão tem que vir
e ação também.
Que seja de mim, mas não só de mim.
Que seja dos outros, mas não só dos outros.
Que seja de todos...
que seja...que seja...
Ainda há muito com o que se ocupar!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Impactante


Eu já tinha algumas idéias para depositar na penseira, mas aí, meus dedos guiados pela curiosidade me levaram ao teu espaço. Pelas palavras.

Fui pelas últimas. A impressão foi muito boa, lamentei...

Lamentei não ter a habilidade de escrever daquela maneira. Mas se era mais do que bisbilhotar o teu espaço, quis fazer direito. Comecei pelas primeiras palavras, primeiras idéias. Nossa, como escreves bem. Há tempos que palavras não me fascinavam daquele jeito.

Emoções senti. Saudade, tristeza, alegria, inveja e sim, compreensão (o que se sente quando se compreende? me perdi...). Mesmo na tua confusão de gritar a revolta, a crítica, a beleza, as reflexões, consegues transmitir o que te passas...belamente...! E mais uma vez compreendi.

Quão atraente podes ser, ou melhor, és! A plástica já me é familiar, a inteligência e disciplina uma suspeita quase certa,mas as palavras não...

E pelas palavras, um pouco de ti.


Não sei de fato das histórias juras inventadas, mas não me pareceu eu-lirico coisa nenhuma. Simplesmente tu. E tuas experiências. Um sentimento existente...

Ora, muito bem!

Conquistaste esta que educadamente e simpaticamente (sistema simpatico pode ser também) apenas de poucas palavras faladas te descobria. Como alguém que não fora apresentada, mas que sabia o quanto foste importante(ou ainda és, acredito) para alguém de maior contato comigo (é, contato...). Então, já te olhei com curiosidade e ...bem, não sei nomear o sentimento que me acompanhou naqueles dias em que em evidência ficaste em frente a todos para discorrer sobre a depressão...Roupas simples, tudo simples, mas que pode chamar atenção (quem me dera!), pois o conteúdo já se sobressai. A plástica, é perfeita...tenho que admitir. Olhos claros brilhantes (não tem como ser o contrário) e aquele sorriso maroto e alinhado...naquela salinha de nervosismo...não teve (tem) como ser ignorado.

Mais uma vez compreendi. Compreendo. Faz sentido.

Mas aí é que está! Eu, não me esforço (de imprimir forças mesmo) pela tua amizade. Não. Mas, as tuas palavras me trouxeram algo há tempos não experimentado! Tempos de Para gostar de ler, escolhidos a dedos e sem medos, naqueles corredores de livros, aproveitando-me de privilégios em ultrapassar a porta que pra mim não me barrava mesmo com aquele aviso que desbotava.

Sim, agora lembrei que tivemos uma conversa certa noite...na companhia das pessoas mais graciosas e engraçadas que divertiram o papo. É, tua voz eu não ouvia, mas tinha a cor azul marinho e a minha impressão foi ao mesmo tempo uma pessoa madura e decidida, embora confusa.

Não deveria ter me surpreendido pelo tecido que fazes ao coser as palavras...mas ainda estou bastante impressionada. Quisera eu ter essa habilidade, mas no teu espaço mostraste muita leitura, e aquela história de quem lê muito escreve bem, ressoou. Entre linhas deste-me dicas de boas leituras. É, é disso que preciso! Há pouco tempo e devagar estou me libertando de reler meu vício Rowllingano. Vira e volta gosto e procuro leituras novas, se me indicam então, podes crer que buscarei ler. Comecei bem o ano com relação a outras leituras, espero manter o padrão, e ter tempo para esta empreitada.

Escrevendo aqui, me lembrei do quanto lia por ano, livros extracurriculares, o quanto era boa na escrita e me aperfeiçoava em narrativas, e hoje...é são outros tempos. Minha escrita ainda é boa, mas as narrativas, estou perdendo a prática.


Lembrei de uma moça que estudou comigo, era uma machadiana. Ó. Que bom pra ela, mas nunca nem sequer tive curiosidade em lê-la. Eu era segura com as minhas. Talvez, hoje eu entenda que poderia ser medo de alguém ser párea para mim e lendo, veria que não era lá aquelas coca-cola (que pretensão minha de ser). Ou talvez porque era só brilhantismo à metidice, a humildade não lhe fora apresentada. Até hoje, não sei de seus textos, só de elogios rasgados da loira fenocópia que não tinha nada que corrigir, por não ter nada o que corrigir, apenas apreciar e espalhar...

Mas, sim, voltando, disseste para abstrair...eu tenho tentado. Esta penseira não é só um depósito de lembranças ou idéias, muito menos reduz-se a desabafos e conselhos. É um exercício. Um exercício de uma prática da qual sempre gostei. Da moda antiga de papel e caneta, do borrão gostoso que vai tomando formas.

Acho que valeu a minha curiosidade não controlada. Controle demais perde a graça e estraga. Tu, que nem sequer imaginas, passa a ser um estímulo para eu aperfeiçoar minhas palavras. Agradeço-te então, que de mim nem lembras, mas a partir dessa curiosidade intencional pelas tuas palavras, vou querer beber um pouquinho delas e quem sabe, das metáforas trabalhadas poderei sorrir ao me satisfazer com uma escrita/leitura dignas e não apenas para mim, para levantar meu ânimo, desaguar minhas tristezas e alegrias e reflexões, mas para todos. Quero a tua beleza também! Vou aprender contigo!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009


Wingardium leviosa- feitiço de levitação


Doutor,


Não sei se lerás estas palavras de desencanto.

Desse realismo e conformismo que tanto já demonstraste, por vezes frio e seco de que preciso me acostumar.

Não totalmente, pois acreditar nas coisas boas ainda pode ser mais confortador se for para ir à luta, o que me leva a tal Esperança de que tanto aprendi no último ano...por vezes saudável, por vezes problemática.

Ainda assim, enquanto a situação me mostrar ser possível, acreditarei. Caso contrário, a luta será encarar a realidade irreversível e agüentar as conseqüências.

Estás me acompanhando Doutor?Espero que sim.

Hahaha, que ironia, espero...ora, a esperança persiste. Nada mais do que um desejo, sem gozar, sem saber, sem poder (Sponville, 2005). Justo. Muito justo.

Pois é Doutor, talvez lembres dessa discussão, mas eu prefiro as metáforas que nos envolvem, os enigmas que nos intrigam, as descobertas que nos apresentam, a felicidade que nos toca. Isso é mais saudável. Isso é um dos meus remédios mais eficazes! É um dos, ainda me restam outros. Graças! Mas enquanto puder ter a dose certa do teu, ficarei nesse tratamento. O efeito é duradouro. É sim. Tem sido.

E vejo que já estou devaneando, sob efeito talvez de estar escrevendo pra ti. É automático. Desculpa por torná-lo à vista dos outros. Lembre-se, escrever também pode ser uma estratégia de enfrentamento. Sei portanto que me tu me recompensas, afinal, são pensamentos.

Sim, o desencanto...nada mais do que desgaste, cansaço da realidade apresentada (ou seria uma inferência da realidade?). Enfim, por isso comecei a escrever. Queres saber? Revi meus padrões. Parei. Toalha branca, lembra? É, mas para aquilo você-sabe-o-que. Então, prefiro sentir leveza com o Wingardium leviosa produzido por ti. Fui abalada por um que não foi produzido direito. Tavez ainda esteja aprendendo, ou talvez nem esteja se esforçando, mas independente do motivo, gerou instabilidade. Por isso, eu escolho a leveza com palavras e gestos corretos. Hum... hahaha, engraçado, percebeu? Estabilidade na leveza do flutuar, que contradição...

Mas é isso, por enquanto, fico com o bem-estar do teu remédio e a sensação do teu W.Leviosa. Assim, me sinto melhor, assim me sinto bem. Assim, assim, assim...

Rio, ao te imaginar.

Calma, sem sustos, Doutor. É com sinceridade e desencanto que te escrevo. Afinal, concordamos em nos comunicar de fato!

Em breve, mandarei notícias, espero que com encantamentos. Bons encantamentos.

Abraços leves.

Desencantada


ps: é incrível como é uma tendência de se esperar sempre coisas boas né? Percebeu como terminei? E foi desproposital,natural, natural...