quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Desmoronamento

Então tá. Algo que não queria que acontecesse aconteceu. Estava me preservando. Da dor. Do sofrimento. estou cansada desses baixos. Foi diferente. Ou, começou diferente. Sem a tensão da outra vez. Fui 'forçada' a falar. Ok. Um momento de orgulho em pensar que não estava tão perturbada. Realmente não.
Ainda falamos sobre outros, sobre nós...Momento único.

Mas depois, nos dias depois...aí parece que o baque começou então a doer. Sabe quando tu te machucas, mas teu sangue estava tão quente, que nem sentiste nada, só um lamento, mas no dia seguinte te dói onde machucou? Ou quando começas a malhar na academia, o teu corpo, teus músculos estão sofrendo com toda a carga e repetições, mas só vais sentir toda a dor no dia seguinte? Foi mais ou menos isso.

Quando vi que queria realmente era preferível deixar as coisas como estavam, porque sabia que ia ficar mal. Foi assim. Foi pior. Tem sido. Um sufoco. E ainda ter que ir pra aula, e eventos sociais e, sorrir...Sacrifícios.

Mil vezes queria ter ficado na minha. Acho que foi pior aquele encontro casual. Depois de tanta conversa, reflexões, o desfecho não foi bom. Triste.

E agora? A amizade conforta, porém, é mais delicado. A amizade que machucou.

E agora...?

sábado, 1 de setembro de 2012

Pensei estar sob controle. Mas, percebi que não. Foi além do que eu esperava. 
Acho que já cresceu sim, com mais intensidade que minha percepção não captara.
Mas, a 'auto-preservação' continua. Fragilizada por dentro, mas forte por fora.
Testando limites. Espero não me afogar (novamente).
"Na superfície, respire".

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Não sei o que pensar sobre o que acontece.
Tomada de decisão, depois de noites insones, atenção disponível e permissões concedidas.
E então, depois do jogo quase aberto, de mudança de ambiente, de mudança de comportamento, revelações.
Surpreendendo. Confusão? Não quero não. Resistindo.
Chega de muitas sensações camonianas. Quero é o desapego. O cuidar de mim, o viver, conviver e acontecer.
Não preciso, como disse à alguém...se for uma vontade, que seja, mas necessidade Não. Isso nos torna obsessivos, e a graça pára e deixa de ser saudável e prazeroso.
Felicidade, isso sim, a cada dia uma alegria. Não esperar não, mas fazer acontecer.
Nunca diga que nunca irá deixar de fazer algo, sim, aprendi. E se for para ser congruente, pensar e sentir, por que não agir?!!
Não ligar se não der certo dessa vez. Sem arrependimentos. Tentar outra vez, ou outra coisa,ou outras pessoas...Variar reforçadores, sempre dá certo!
Chances existem, sempre existem. Fato e ponto final.

terça-feira, 8 de maio de 2012



"Passou de 7 anos é 10."
E então, essa foi a contagem. Pra mim, eu diria séculos. Há quanto tempo não nos víamos! Quem ganha mais nas hipérboles? Empate!

E o reencontro foi tão descontraído, leve, agradável como se nunca tivéssemos nos distanciado. É certo que  o conteúdo da conversa denunciava o quanto estivemos ausente da vida um do outro. Era esperado, mas não desconfortável. Segredando. Lembranças. Risos e mais risos. Sentimento de bem-estar. De renovada sensação. Amizade amortecida.

Um pouco de lamento no ar sobre o quanto nos privamos ao longo de todos esses anos de tantas oportunidades e momentos tão bons quanto este reencontro! E, que poderiam ter tomado rumo diferente para nossas vidas de hoje... Coisas do passado...mas sem mágoas ou tristezas. Respeito ao silêncio do outro e, incrivelmente, um encontro casual esperado que nunca veio...É preciso interferir em certas situações. Não confie nas estatísticas ou destinos ou sonhos. Eles podem demorar muito tempo para acontecerem se deixar ao acaso, e quando chegam (se chegarem), não importa mais...ou...sua vida já estará tão diferente, montada e planejada que não cabe mais espaço do outro dentro dela. Apenas, nas bordas...quando cabe.

Ok, devaneios à parte, definitivamente, foi maravilhoso esse reencontro! Mais do que esperava, devo confessar...e como ficamos depois? Melhor nem pensar, mas pelo menos sei que "você estava longe, então, por que voltou..." Mas, não interessa o motivo, você permitiu-se voltar! E isso já me deixa feliz, e à você também, creio eu.
Nas conversas prévias, não tocamos em um assunto importante, e pessoalmente, é como se estivéssemos em uma 'cápsula protetora', longe de tudo e de todos. Num divã, revivendo vontades antigas, sentimentos adormecidos, desejos guardados ou seriam, talvez, suportados por anos e anos...Esquecimento, nunca! O afeto fica, já diria, 'o velho Freud', como costuma dizer meu professor. É, o afeto fica, e neste caso, que bom que ficou! E você me supreendeu. Definitivamente! Só tenho a agradecer. E da minha parte, também permaneceu, saiba disso. Você já sabe, é claro. Apenas registro.

Independente do que possa vir agora, ou depois, feliz por você, pelo assunto não tocado -intencionalmente?- porém, já sabido, e que poderia interferir nos detalhes dentro da nossa cápsula. E que outros momentos nossos se repitam,  afinal, "(...) e quanto à mim, não é o fim, nem há razão pra que um dia acabe..." E, sinceramente, como diz Noah*, "Não tinha acabado. Ainda não acabou!"

Tim-tim às verdadeiras amizades como a nossa, que sobrevivem às desventuras, distâncias e anos a fio! Seja bem-vinda, amizade querida, na minha vida novamente!

P.S:  Tinha esquecido de como sua fala tem nuances delicadamente suaves e gostosas de se ouvir! Mais saudades ainda, agora que a distância não é um problema.

Nota: Os trechos em itálico, são versos da música Três lados-Skank.
          *Noah, personagem do filme Diário de uma Paixão

           Imagens do filme "Diário de uma paixão"

domingo, 6 de maio de 2012


Cena do Filme "Diário de uma Paixão"
Beijos

Descoberta
Curiosidade
Devaneio
Aventura
Surpresa
Permitir-se
Vontade
Conquista
Desejo
Entrega
Malícia
Paixão
Espera
Carinho
...
Amor!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Eu te abraçava
E falavas dos teus medos, teus temores, teus receios.
Eu te ouvia, eu te acolhia, eu te entendia.
Tu suspiravas.
A gente se olhava
A gente se abraçava
A gente se beijava
A gente sorria
E era feliz!

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Um dia me pediste para não colocar meus sonhos aqui.
Deste, não pude resisti. Diferente do outro de anos atrás,dessa vez, protagonizavas comigo. Isso basta.
Como da outra vez, 'foi apenas um sonho'.
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domingo, 15 de abril de 2012

"Esse caminho não há outro
Que por você faça"
(Skank)

Quando é que tu percebes que precisas de ajuda? Quando é que tu percebes que precisas falar aquilo que  carregas no silêncio pesado, nas palavras comedidas, no pensamento cauteloso? Quando é que tu percebes que não adianta ficar pensando e pensando antes de dormir, ou nas horas vagas, ou nas refeições e não agir? Por que sofrer sozinho (a)? Por que deixar o coração apertado e a cabeça prestes a explodir de tantos sentimentos e emoções mal acomodados?


Quando alguém pergunta "tudo bem?", podes até responder "tudo" com um meio sorriso. Mas o teu corpo te trai. Os olhos são pesados, a postura é cansada, o gestual é tímido, contido, como se, caso alguém te abraçasse, serias capaz de chorar todas as mágoas que te atormentam. Haja autocontrole. Haja força. Haja fraqueza. Haja orgulho. Haja paciência!

O que fazer então? Reconher que precisas caminhar é um passo. Mas, para ir mais adiante, é preciso contar com alguém, contar a alguém. Pode até pensar que não, mas existem sim pessoas capazes de te ajudar, só pelo fato de te ouvir. Não é preciso que o ouvinte tenha a resposta para sua pergunta, ou a resolução do seu problema (sonho!), ou até que ele precise te falar alguma coisa. Acolher, ouvir, abraçar, chorar contigo se for o caso. Isso ajuda. Isso já terapêutico. Às vezes, para continuar a caminhada é preciso se desfazer de algumas coisas que estão pesando demais e não são úteis. Muitas vezes, estamos tão afundados em nossas próprias tristezas e aflições que não sabemos que rumo tomar, que decisões fazer. E, ter um olhar de fora pode te ajudar ainda mais nessas escolhas do que é mais importante permanecer para prosseguir.


Tem gente que às vezes nem conhecemos direito, mas estão disponíveis para nos ajudar e não sabemos ou não nos permitimos nos dar a chance de sermos ouvidos, como se o outro quisesse só 'bisbilhotar' a nossa vida, nossos problemas, ou por achar que o outro não se importa realmente com nosso bem-estar. E quando nos permitimos, muitas vezes nos surpreendemos. O nosso orgulho mascara o nosso medo. Estamos tão amedrontados com nossos fantasmas que temos medo de aproximações. É mais um desafio a se enfrentar.

Aprender a confiar faz parte do aprendizado na convivência social. Aprender a manter os relacionamentos saudáveis também. Aprender a compartilhar, receber e pedir ajuda também. Não há porque se afogar e recusar um 'salva-vidas'. Ainda há, quem possa te dar a mão e te acompanhar na caminhada. Ninguém vai caminhar por ti, mas da companhia brota a força e o desejo de continuar, seja ela física ou espiritual, seja o que for saudável que possas te segurar. Mas, é preciso segurar em algo, nem que seja para se manter respirando e não se afogar em si próprio.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Convite

Ontem o convite da Iná de " Que tal dar uma chance pra vida?" me chegou de uma forma interessante. Um aviso de quem se despoja de vícios sem sentido, ou que dão mais sentido às ambiguidades de sentimentos e não nos levam a lugar algum, só à frustrações por expectativas ilusórias.
Eis, que me vi envolvida nisso. De repente percebi que estava num mau dia e precisava de um empurrão, um alerta. Pronto, decidido.
O ar tornara-se mais leve. Às vezes é preciso nos afastarmos de certas situações e evitar mesmo, preservando nossa estima, nosso caráter, nossos sentimentos, nossa vida. Respeito a si mesmo. Torturamo-nos sem necessidade. Sem finalidade. E a sensação ruim é que fica. Por que fazer isso?
Ocupar o tempo com coisas mais produtivas e que te fazem bem é uma das maneiras mais sadias de se manter...feliz. 

É o recomeço. É a vida nova. É a vontade reativada. Injeção de ânimo.
É o velho bordão, virar a página, escrever coisas novas, e adaptar as coisas antigas que sempre dão certo, seja em que tempo for.

Dar uma chance pra vida. Sim!

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos" 
(Fernando Pessoa)