sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ao eterno, Estranho Mistério,
Quantas coisas a descobrir. Quantas coisas a revelar. Quantos assuntos a discutir.
Insistência? Só um pouco...um pouquinho, quase nada.
Das longas madeixas às tabelas. Dos lanches, às conversas. Do sorriso, às histórias.
Quanto mistério a ocultar. Quantos muros a suspender. Quanta insegurança a demonstrar.
Dos violões, aos vídeos. Da saúde, à realidade, aos sonhos.
O que mais posso dizer? O encantamento se defez. Aos pouquinhos, às migalhas, aos passinhos. Não é verdade que o que vem rápido e fácil vai embora da mesma maneira. Não se foi como veio.
Quantas coisas a encobrir. Quantas coisas a controlar. Quantas palavras a proibir.
Desistência? Só o suficiente para achar que nem tentou...muita, pra ter certeza.
Dos telefonemas às reticências. Das apresentações, às criações. Do olhar, às fugas.
Que misterioso luar...Lu-ar. Sem mais ar...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

"Teus olhos abrem pra mim todos os encantos
Teus olhos abrem pra mim...
Teus olhos abrem pra mim todos os encantos bons,
tudo o que se quer vai lá.

Eu vi na terra
Você chegando assim
Assim, de um jeito tão sereno...

(...)
Acho que não vou mais
Agora tudo tanto faz,
meu bem
Eu vi você passar
Levando meu encanto..." *

*Marcelo Camelo


Relutei, mas enfim, já posso dizer algumas palavras. Tantas não. Já foram muitas em noites mal dormidas, em silêncios forçados, em olhares desviados, em sorrisos internos, em choros travados, em devaneios e distrações.

Um olhar bastou. Um andar bastou. Um sorriso foi o que rendeu. E muitas outras descrições nas páginas do dia-a-dia naquela lugar de muitas gente, conhecimento e pouco conhecer...a quem não se permitiu.
Foi de muita leveza, de muita clareza, de muita certeza. Foi sim. Foi muito bom.
Depois...os antônimos e tormentos.  E da distância, só lamento. Perdeu-se...Perdeu...
Músicas e letras. Filmes e livros. Da poesia, da ficção, da imaginação ao real. Poesias cantadas. Palavras desnecessárias.

Bastou. Rendeu. 

Agora, a vida há de dizer, de mostrar, de (re)apresentar.


sábado, 28 de janeiro de 2012

Passagem de tempo

E ela estava perdida, só, repensando suas atitudes. Tentando não se afogar. O sol já não mais brilhava, nem para vê-lo nascer, nem para vê-lo se pôr. Dias de agonia, menos sono, menos palavras, apenas a música lhe acompanhava e lhe dizia o que estava em seu coração, ou do que restava ainda dele.
Dias e dias intensos de muita alegria e muitas descobertas e, de repente, o mundo pirou! A realidade chegara e ela não estava preparada para todas aquelas exigências. Pediu socorro, atenção, afeto. E sufocou quem podia   lhe ajudar a nadar, apenas por querer sobreviver aquilo tudo. À margem chegara, porém, sem estar com quem realmente queria...

E de lá de longe, surge a oportunidade do desabafo, sem as metáforas constantes e preciosas. Ela, enfim, já conseguia deslumbrar um pouquinho do sol, que lhe aquecia e lhe iluminava. Luz! Era o que precisava. Era o que ansiava. Cansada de tantas nuvens. Falar, falar, refletir, autoanalisar, autoavaliar. 

É crescimento, é amadurecimento, é a doçura na consistência. É um insight. É uma constatação. É emoção. 
Nova fase, dores presentes porém passadas. É viver novamente. No samba ou no rock, ou no sambarock. Na mistura que vier. Sim! Ela quer viver, ela pode viver, ela vive!

E a doçura e fortaleza permanecem, mesmo quando se cruzam com a fragilidade e a loucura...E ela segue, cantando...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Bateu um choro. Um choro de perda, de transição. Lembrou-se do criador de Peter Pan ao dizer "Ora vejam só, a infância acabou". Sim, era exatamente essa situação. A infância acabara para ela, para dar margem à infância de outro, e à adultez dela. Saiu como filha e irmã para voltar como mãe. Um pulo e tanto. Uma fase e tanto. Medo. Ansiedade. Confiança. Solidão. Aventura.
Novos sonhos começam, atenção para o ser futuro. Não é apenas ela. Ela e mais dois. Dois. Nova família.
Aceitando fatos e realidades. Mas, perguntaram-lhe "qual o significado da viagem?". Nossa, uma pergunta digna de um setting terapêutico. Não ousou responder, apenas rebateu. Sim, intimamente ela admitiu o verdadeiro significado: viver aquela experiência com alguém com quem compartilhara a vida toda e que, quando se virem novamente, sim, ainda compartilhararão, mas não como antes. As atenções serão outras. Momentos como os que tiveram antes não voltarão mais...
Pensando, percebe que se perde presa às (in)viabilidades financeiras e materiais e esquece que para se estar ao lado de uma pessoa tão querida, vale a pena o esforço. É muito significativo. Não é loucura. É desejo do reencontro num lugar diferente que remete à infância de uma e adolescência de outra, e ao passado recente comum a ambas. Não importa o frio, a acolhida e a companhia darão conta do calor afetivo de que precisam.
É muito mais que uma viagem, é um aprendizado, é vivência, é cuidado, é amor. É ter história para contar. Mais uma, por que não? Não é o fim do vínculo, é apenas uma nova etapa que vale a pena viver.
Tenha uma excelente viagem. E voltem sempre! 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Encontro das águas

Sem querer te perdi tentando te encontrar 

por te amar demais sofri, amor 
me senti traído e traidor 
Fui cruel sem saber que entre o bem e o mal 
Deus criou um laço forte, um nó 
e quem viverá um lado só?
A paixão veio assim afluente sem fim 
rio que não deságua 
Aprendi com a dor nada mais é o amor 
que o encontro das águas
Esse amor
hoje vai pra nunca mais voltar
como faz o velho pescador quando sabe que é a vez do mar 
Qual de nós
foi buscar o que já viu partir, quis gritar, mas segurou a voz,
quis chorar, mas conseguiu sorrir?
Quem eu sou 
pra querer
Entender 
O amor

Jorge Vercillo

sábado, 3 de setembro de 2011


Eu me sinto agoniada quando vejo conhecidas, próximas, e até distantes pessoas se vangloriando de quem são, ou de como se veem, ou de como estão, seja da maneira mais simples, seja da mais estruturada. Não posso negar que admiro quando sabem enfrentar de maneira objetiva e às vezes até brincalhona uma das perguntas que pode incomodar e que muitas vezes não se tem resposta : Quem é você?

Em diversas situações não me senti e acho que não me sinto confortável em tentar responder, é porque responder de fato, sempre será uma pergunta em aberto para sempre serem acrescentadas coisas, redefinir outras, talvez retirar alguma coisa. Transformação constante. Essas são as palavras. Talvez por isso, a mesmice não seja tão atraente...E falar disso, me traz tantas coisas na cabeça, como a "sociedade do espetáculo", "egocentrismo", os planos, frustrações. Talvez, responder essa pergunta seja incômoda também quando não se está bem consigo mesmo, quando não se está satisfeito, porque enxergar o que você é, ou pelo menos tem sido, não lhe agrade. Mas, o pior não é isso. O pior é optar em não tentar melhorar, em não tentar fazer algo que lhe deixe mais feliz, mais satisfeito.

Ter visto o programa "Roda viva" e sendo o entrevistado um filósofo de peso, me fez ficar refletindo muito mais...E lembro de um professor de Gestalt que dizia, 'parece que todos tem medo aqui de se polarizar', durante a apresentação da turma para ele conhecer. Todos rimos, é verdade. Ele, enquanto representação de uma corrente da psicologia em que fala de dinamismo, do risco da polarização do 'jeito de ser', certamente foi um dos fatores para praticamente todos, se não me falhe a memória, se apresentarem com suas características positivas e seus 'mas' correspondentes, para não parecerem ser pessoas inflexíveis, prontas e acabadas. Mas, uma coisa que aprendi, e acho legal isso, que o ser humano 'é' em situação. E, penso que seja assim. A situação que nos rodeia e nossa história de vida vai nos direcionar para determinadas ações, e muitas vezes, nos surpreendemos com algumas coisas que falamos ou fazemos. Causa espanto! Quem aqui já não sentiu isso ou ouviu alguém falar isso "não sei onde arranjei coragem", " como pude fazer aquilo" , " nem parecia eu". E o eu é, em situação. E por isso, o professor completava: " Então, nós não somos tal coisa, nós estamos."

Outro dia, ouvi uma conversa entre dois vizinhos, e , o mais velho perguntava ao outro "E então, o que tens feito além de estudar?". Dizer aqui que sensação eu captei pela expressão do interrogado é de pensar que ele  se sentiu abalado e até, ultrajado! No fim das contas, eles se afastaram e não acompanhei o desenrolar, mas me fez ficar pensando nas cobranças, em que 'é preciso' que tenhamos sempre uma super novidade, uma coisa legal de se fazer, algo que inspire alegria e me permito arriscar, inveja à quem ouve. Uma eterna obrigação de sermos sempre interessantes!
Fiquei pensando em quantos planos aquele cidadão talvez possa ter e até atividades que mesmo rotineiras, que ele as realiza e lhe dão apreço e satisfação, e sendo acusado de "apenas" estudar! Ora, mas não pude obter informações clandestinas para confirmar minha hipótese, sua expressão foi de total cena de culpado, e perdedor.
Tem certas coisas que a gente fala ou comenta sobre a vida do outro e nunca se sabe que dimensão aquele comentário pode tomar na vida de alguém. É preciso ter cuidado, não é?

O fato é que a gente vai vivendo e se dando conta de quem se é, aos poucos, ou imediatemente, ou, para alguns, esse dia nunca chegue, e continuar vivendo em fantasias e ignorando que outros caminhos o seu 'eu' poderia tomar. Sabemos que existem pessoas assim, que procuram se encontrar em caminhos sem saídas e é lamentável que não queiram e não tenham apoio necessário para tomar outro rumo...

Não tenho pretensão de filosofar aqui baseada em todos os literatos que versam sobre quem é você, ai de mim, apenas devaneando e cumprindo o que esse espaço me fornece. Guardar pensamentos e de certa forma, acalmar minhas atividades pensantes. 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

                                       Praia de Mangabeira, em Ponta de Pedras-Marajó

Sim. Sim, foi mais fácil encarar aquela gente naqueles dias. Na verdade, não tinha tanta gente assim que me rememorasse outras lembranças menos prazerosas.
Poder desfrutar mais o verão que convidava, o vento nos cabelos, a areia no pé, as ondas crescendo, o brilho dos raios de sol na superfície das águas, o sorriso no rosto!
E houve dessa vez quem aceitasse o convite de apreciar a bela paisagem e matar saudade nas conversas recentes e recheadas e boas histórias e memórias. Nada como uma boa companhia para melhorar o gostinho do verão. E não faltava concorrência para levar-lhe a companhia. Era o marfim de novo, fazendo brotar o sorriso e acolher como sempre. Com o mesmo espírito de quem respeita, de quem brinca, de quem escuta, de quem entende.
E, qual surpresa, outro convite foi feito por quem também apreciou a companhia passada, na calma, na brincadeira e na gentileza. Uma plantinha ficou da semente deixada um ano atrás. Muito bom! Agradecida sempre.
Que venham mais verões como esses, mais sorrisos e mais boas histórias para carregar na lembrança.
Sim, foi mais fácil reviver o refúgio maravilhoso desse verão.

segunda-feira, 27 de junho de 2011





Eu sei, jogos de amor são pra se jogar
Ah, por favor não vem me explicar
O que eu já sei, e o que eu não sei
O nosso jogo não tem regras nem juiz
Você não sabe quantos planos eu já fiz
Tudo que eu tinha pra perder eu já perdi
O seu exército invadindo o meu país
Se você lembrar, se quiser jogar



Me liga, me liga
Mas sei, que não se pode terminar assim
O jogo segue e nunca chega ao fim
E recomeça a cada instante, a cada instante
Eu não te peço muita coisa só uma chance
Pus no meu quarto, seu retrato na estante
Quem sabe um dia eu vou te ter ao meu alcance
Ai como ia ser bom se você deixasse



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Paralamas do sucesso- Me liga