sábado, 10 de julho de 2010

By "Marota"

Vê se não demora

Olha meu amor se você diz que vai embora
Fico gitinho assim, sem você
Todo o arco-íris se desfaz
Chegada a hora
Mas cá-te-espero que ele volta a aparecer

Olha meu amor se você diz que vai embora
Eu tenho dó de mim, sem prazer
Vendo a gaivota solitária em nossa praia
Por Deus me deu uma vontade de te ver

Parece que o tempo tá de bubuia
Parece que não quer passar
Parece que carece ter
A mágica de imaginar
A tua presença no ar
Num outro arco-íris

Olha não me diga nunca mais que vai embora
Não sou feliz assim e sofrer
Não tem nada a ver com nosso amor
Com a nossa história
E eu quero a correnteza junto com você

(Nilson Chaves/ Vital Lima)

sexta-feira, 25 de junho de 2010


1º dia 25 de junho sem ele perto da gente, pra comemorarmos seu aniversário com mingau de milho em pleno clima de festas juninas...



"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém… Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto… e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!”

(Trecho do Pequeno Príncipe)

(Trecho do Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

E lá estavam elas três, sentadas naquele banco, uma ao lado da outra, uma invisível a outra.

E lá estavam elas três, se alimentando de seus próprios pensamentos, uma ao lado da outra, uma invisível a outra.

E lá estavam elas três, esperando o sinal e, talvez quem sabe, ao se levantarem, aquela barreira do silêncio pudesse ser rompida.

sábado, 8 de maio de 2010


Mês de maio, o comércio já propaga: "compre logo o presente de dia das mães, aqui a melhor oferta". Ora, sabemos sim, que mães devem sim ser homenageadas e reconhecidas. Entretanto, nada mais que a presença e o carinho de um filho seja o melhor presente. Imaginem, todas as mães que perderam seus filhos para a criminalidade, para as drogas, para a violência. Que viram seus filhos morrerem em assaltos, em atos de vandalismos e preconceitos, por erros médicos, por estupradores...ou simplesmente, a dor maior, ter um filho desaparecido, sem saber de seu paradeiro. Nem sequer um luto podem guardar, pois sempre ficará a pergunta de onde ele está, e a esperança que esteja vivo e que um dia volte.

É muito triste sem dúvida, a condição de um genitor sem a sua criação, seu investimento afetivo, sem os sonhos de vê-los completar o ciclo natural da vida. Etapas incompletas. Vidas roubadas, ceifadas antes do tempo. O sentimento é de inconformismo, principalmente quando poderia ter sido evitado e ficam no condicional 'se' ele tivesse ficado em casa, 'se', eu estivesse mais presente, 'se's...e junto a culpa e muitas vezes a dor da impunidade dos responsáveis pela morte de um filho. Não é fácil. Pode ter a idade que tiver, pode ter vivido o tempo que for, mas um filho ir antes da mãe, é antinatural.

Eu lembro que ano passado, em meados de junho, assisti uma das cenas mais chocantes na minha vida: o desespero de uma mãe que perdera seu filhinho de dois meses, numa complicação cirúrgica. Nossa, eu enquanto aprendiz ainda, naquela UTI, não foi tarefa fácil aguentar a barra sem a minha preceptora por perto. E, o pior não foi a noticia, os lamentos, foi a cena da jovem mãe debruçada sobre aquele corpinho pequeno, gorduchinho de leite materno, com poucos cabelos na cabecinha. Imagine, o que é consolar uma mãe nesse contexto ou em qualquer outro, ao ver o filho morrendo, ou já sem vida. E no fim do ano passado, para minha surpresa e tristeza, mais outro choro desamparado de uma mãe. Dessa vez, foi mais forte, porque eu tinha vínculos estreitos com quem morrera cruelmente. O consolo não vem não é mesmo? Só podemos acolher... E um dia desses, após o noticiário sobre o caso da mulher que foi fazer um parto e não encontraram feto algum na cesária, levantou muitos questionamentos em casa, cada um com uma hipótese e, sem esperar, minha avó relembrou do único filho homem que nasceu com vida, e morreu aos 7 meses por falta de assistência médica. Dizia que ele já a reconhecia, ouvia sua voz e se alegrava. Lágrimas vieram aos seus olhos e ela parou e então disse, 'não gosto nem de me lembrar...'

É fato, nenhum dos temores de mãe envolve a morte precoce de algum de seus filhos. Elas tem medo de tantas coisas, mas da perda da vida, isso não nem passa na cabeça delas!

Meus sentimentos e coragem a todas as mães que infelizmente, hoje, não podem comemorar a alegria de ser mãe ao lado de seu filho. Afinal, mãe só é mãe porque um dia gerou e cuidou de um filho e, o melhor presente, longe de qualquer comércio, sem dúvida, é a presença e a companhia de um filho que já se foi.

sábado, 10 de abril de 2010


Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...Por isso não devemos chorar pelo o que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre.

(Bob Marley)

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4 meses de saudade doída... não tenho palavras para descrever o quanto ainda estou mobilizada com a sua partida...
Poema da Saudade
(Martha Medeiros)

Em alguma outra vida devemos ter feito algo muito grave para sentirmos tanta saudade...

Trancar o dedo numa porta dói.

Bater o queixo no chão dói.

Dói morder a língua, cólica dói, torcer o tornozelo dói.

Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.

Saudade de uma brincadeira de infãncia.

Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.

Saudade do amigo imaginário que nunca existiu.

Saudade de uma cidade.

Saudade de nós mesmos, o tempo não perdoa.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.

Saudade da presença e até da ausência consentida.

Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem mas sabiam-se lá.

Você podia ir a dentista e ele para o trabalho, mas sabiam-se onde.

Voce podia ficar sem vê-lo, e ele sem vê-la, mas sabiam-se amanhã.

Contudo, quando o Amor de um acaba, ou torna-se menor no outro,

Sobra uma saudade, quem ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber.

Não saber se ele continua fungando num ambiente mais frio.

Não saber se ele continua não fazer a barba por causa daquela alergia.

Se aprendeu a entrar na internet, a ter calma no trãnsito.

Se continua preferindo cerveja a uisque (e qual cerveja)

Se continua sorrindo com os olhos apertados, e que sorriso lindo.

Será que ele continua cantando aquelas mesmas músicas tão bem (ao menos eu imaginava)?

Será que ele continua fumando e se continua adorando MacDonald's?

Será que continua não amando os livros, e a ela cada vez mais?

E continua não gostando de dar longas caminhadas, e ela não assistindo televisão?

Será que ele continua gostando de filmes de ação, e ela de chorar em comédias?

Será que ela continua lendo os livros que já leu?

Será que ele continua tossindo cada vez que fuma?

Saber é não saber mesmo!!!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais longos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento.

Não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer.

É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...

É não querer saber se ele está mais magro, se ele está mais belo.

Saudade é nunca mais saber de quem se Ama e assim doer.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Impactante [2]



De longe...observo


Soletrando aquelas palavras, posso sentir a respiração a cada ponto, a cada vírgula. Perceber a entonação daquela voz livre, para o MUndo...para a mudança, para o redescobrir e não emudecer. Para poetizar e criticar tão belamente. Ela era a beleza, revestida de sonhos. Refletir e criticar, conhecer e sorrir. Encantar e se encantar, com a natureza, os povos, a cultura, os olhares, as cores, o cheiro, o céu, os sons.


Nada pode contê-la, é tão livre, não existem fronteiras que a rejeitem. E com isso, vai crescendo e renovando.


E de longe, emudeço...


Da brisa... a um vendaval.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"E eu gostava tanto de você, gostava tanto de você..."

Dois meses

Sem o teu sorriso
Sem teu bom dia, meu anjo

Ou de saber como eu estava, da forma linda e suave.
Dois meses

Sem tua presença.
Dois meses

em que tudo a volta é lembrança.
Dois meses

nessa dor

que não cessa.