terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"O Grito, de Edvard Munch"

Revoltada com a morte de um pessoa muito querida para essa violência absurda!


Eu fico me perguntando por que tinha que ser assim...ele partir de uma forma tão bruta, tão cruel, tão sofrida!

Por que meu Deus?

Quanta maldade impera nesse mundo e sangues de inocentes são derramados, mas ninguém muda, só choramos e voltamos a viver como se tivéssemos que ACEITAR que as fatalidades são NORMAIS e ponto em seguida porque a vida continua para nós. Somos pacíficos, somos insensíveis, somos egoístas...quem está no poder não quer estar para cumprir o dever, mas pra se aproveitar dos outros, da gente...

Cadê a educação? Cadê a segurança? Cadê os empregos? Cadê a cultura? Cadê assistência à saúde? Cadê Deus no coração dessa gente? Cadê?! Cadê o amor? Cadê o respeito?

A vida vale tão pouco né...só pra impor "respeito" tira-se a vida alheia! Autoritarismo e medidas coercitivas não formam respeito...só o medo e medo não implica em respeito!

A vida não é nada né...por uma miséria enfia-se a faca no peito, atira-se com revolver, quebra-se um pescoço e sai rindo, vangloriando do horripilante feito...


Por que viver de matança, de roubo, de estupro, de drogas, de violência, de ódio, de suborno, de corrupção, de mentiras?!


São vítimas do "SISTEMA"? Não somente. A cabeça pensa, se são capazes de arquitetar as mais mirabolantes atrocidades, poderiam usar para o lado que constrói e não o oposto!

Doentes psiquiátricos? Punição? Pena de morte?

...

Cadê a empatia? Cadê a generosidade? Cadê a solidariedade? Cadê o amor? Cadê os valores? Cadê a família?!


É filho matando pai, pai matando filho, é criação pela TV, sem limites, ou excesso deles, modelos errados...

Cadê o diálogo? Cadê a compreensão? Cadê o acolhimento? Cadê o amor?

Onde estamos meu Deus?!

O sofrimento continua e a maldade desse mundo também...

Quanta desgraça o homem é capaz de fazer...

E permanece o lamento...o choro... e o que conforta? o que alivia? Talvez o tempo, sustentando-se naquilo em se acredita, pois NADA traz a pessoa morta de volta à esta vida, nem quando se é feita a "JUSTIÇA".

Por que tinha que ser assim...ele partir de uma forma tão bruta, tão violenta, tão impiedosa, tão cruel!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009



É tarde

Se você olhar um pouco ao seu redor
Vai poder notar que a noite já caiu
Se você voltar pra casa e não achar ninguém
Vai notar que na cidade falta alguém

Se você ligar o rádio
Todas as canções irão dizer: Goodbay, so long, my love

Se você ligar o rádio
Todas elas juntas vão dizer: é tarde

Se você perdeu agora a ilusão
De que os fatos eram fios em suas mãos
Vai querer tirar do armário o velho violão
Vai notar que ainda falta uma canção

Se você ligar o rádio
Todas as canções irão dizer: Goodbay, so long, my love

Você vai deixar na lista
Das tarefas de amanhã: chorar mais tarde

E quando o sol da manhã bater na porta
E quando nada lá fora agora importa
Tudo bem, é tarde

(Cirilo-Skank)

domingo, 22 de novembro de 2009


Ei não sei porque...

se é seu sorriso, sua sonora risada, seus olhos pequeninos ou sua voz desafinada...


Das palavras: sonhos, imagens, desejos, CERTEZA.


E os caminhos para as metas permeados por receios, conselhos e segredos...


Eu não sei dizer...


ou melhor eu sei...

terça-feira, 13 de outubro de 2009


Doutor,

Eu andava saudosa das tuas visitas e checagens. Enviei pra ti minhas suspeitas e muitos dias se passaram até receber tua avaliação. Foi uma baita surpresa e, tão logo me dispus a te ver e a te ouvir.

Eu fui salva novamente. Sim, mais uma vez, me apareceste no momento certo, onde poucas, porém fortes coisas me abalaram. Volveram lágrimas, mas você me fez sorrir. Sorrir até...receber uma notícia inesperada de ti. Puxa, ao mesmo tempo era uma resposta, e ao mesmo tempo pedia perguntas, me confirmava uma aproximação e me pedia um afastamento.

Por essa Doutor, me superaste!

Ainda bem que vieram acompanhadas, temas e conversas que nos fascinam desde sempre, e a mais pontual das perguntas que demonstrou que estavas ciente da minha mais recente aventura.

Desse jeito não há como não sentir...

Foi muito misto, porém saldo positivo. Estava enganada, das suas doses, não me canso. Adoro.

Encantada

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bicho-papão do mundo de Harry Potter em transformação. Para o mundo bruxo de Rowlling, o bicho-papão se transforma no nosso medo. Para combater um bicho-papão, deve-se pensá-lo em uma situação que ridicularize o medo e dizer a palavra Ridikulus.


Você tem medo de que?


Sentir medo é normal. É da espécie, é um instinto de sobrevivência, que sem dúvida se existe até hoje, é porque teve e tem sua função.


Assim, em situações que nos amedrontam, evitamos, ficamos longe. Natural reação. Mas, existem os medos "irracionais", aqueles, que são aprendidos por alguma situação desagradável em algum momento da vida, ou aprendido com outros, por modelos. Quando a reação é desproporcional e afeta a qualidade de vida da pessoa, isso se torna um problema, daí vem as infinitas fobias...é preciso ser tratado.


Mas não estou pra falar desses medos exagerados. Falo dos medos que nos aparecem, na vida diária (não que os outros não apareçam assim), falo dos medos não patológicos, pelos menos inicialmente. Medo nos faz ficar alerta, é um momento de estresse para o organismo. Medo é uma ameaça, por isso o corpo se prepara para lutar ou fugir. Entretanto, tenho pensado que o que mais nos assusta, é o desconhecido. Quando sabemos o que nos espera determinada situação, quando podemos prever certas coisas, o medo sentido é um, e quando não fazemos idéia das conseqüências das ações que teremos, do que teremos que enfrentar, o medo é outro.

E, dependendo da nossa história de vida, podemos nos aventurar e enfrentar o medo como diria o Simba "rindo da cara do perigo", ou...ficar com pé atrás, não arriscar de jeito nenhum.


Mas por que? Convenhamos, é muito mais cômodo continuar a viver seguro nas estradas já conhecidas. É mais confortável, já saber que dificuldades enfrentará, as pedras do caminho, do que simplesmente, aceitar a proposta nova, onde nem sequer sabe do que é feito caminho.

Buscar informações que possam nos ajudar a tomar uma decisão, é interessante, ir com cautela, devagar (se for possível), também é uma saída.

Tem gente que tem medo de se machucar. De novo. Por isso é tão difícil vencer o medo. Quando a situação que teme aparece, a pessoa revive nas suas lembranças a experiência passada. É doloroso, e é difícil acreditar que pode ser diferente. É uma luta consigo mesmo. Pois, querendo ou não, as pressões surgem de todos os lados. E incompreensão também.

E nessa indecisão, que o medo naturalmente traz, muitas oportunidades se vão. Daí vem as tradicionais "foi melhor assim, eu teria sofrido mais". Vem, as desculpas de todas as formas, "racionalizando", o seu medo.

Covardia?

Sim, talvez seja, mas porque foi assim que aprendeu a ser. E da covardia, muitas vezes vem a frustração, talvez não no momento em que acontece. Mas depois, com mais dias vividos, ela venha a aparecer junto com o remorso. Nossa, se pensarmos a longo prazo, onde fomos parar,(!) em quase uma depressão. É sério esse lance do medo.

O bicho-papão que nós mesmos criamos, às vezes nem é tão grande e poderoso quanto imaginamos, nessa hora a imaginação pode ser muito forte...Vencer o medo ridicularizando a situação, como o é no mundo potteriano, não me parece a melhor opção, até porque se existe um medo, pra pessoa que sente, não é ridículo, é real e ameaçador. Amenizar, de acordo com a realidade é o sensato. E tentar se preparar como for para enfrentá-lo, mesmo que não se saiba o que vem pela frente, é interessante.

Imagina, tal qual Harry no labirinto, sem saber o que enfrentar, mas saber onde se quer chegar, ou o que se quer conseguir. Não é fácil, requer habilidades e, claro, coragem. Ser membro da Grifinória, talvez fosse uma ajuda, ou uma pressão maior...vai saber...

O medo existe, mas também é construído. Vamos então desconstruí-lo até restar algo que possamos dar conta, mesmo com o coração um pouco acelerado? O limite até onde podemos ir, só nós podemos descobrir.




Harry Potter e o sábio Chapéu Seletor sensível às caraminholas da cabeça de muitos alunos hogwartianos
Caraminholas na cabeça?
O que fazer quando as idéias parecem não fazer sentido?
Quando existem confusões mil?

Quando se sente muito e não se sente nada?

Quando se sente seguro e ao mesmo tempo tão incerto?

Ao mesmo tempo vivo e ao mesmo tempo morto?

Quando se está em companhia, mas sente-se sozinho?

E então, quando tudo parece melhorar...como um tapa, as palavras lhe tocam a face, não ríspidas, mas descomprometidas...

Um paradoxo total...

...



Pensar é bom, analisar, refletir...mas o tempo todo, todo o tempo, que atrapalha a dinâmica do dia-a-dia, que tira o sono, enfim...já pode ser um fator negativo, ainda mais se desses pensamentos não sai uma ação concreta. Aí é muito pior.

O que fazer com as caraminholas conseqüentes e frequentes?

Nem sempre teremos um chapéu seletor que nos ajuda a descobrir as respostas para nossos pensamentos...ou uma penseira pra ordenar os pensamentos intensos...

Eu mesma não tenho uma resposta. Depende muito. Mas, que tal deixar de molho e ver o que acontece? Se for pra aceitar um fato que não há como mudar, aceite-o, ou pelo menos aprenda a conviver com ele.

É um esforço diário. Pensamentos nos invadem sem pedir licença. Esteja atento, acolha-os, reflita, ou se não há mais o que pensar sobre, que tal uma saída para algo diferente?

Eu tenho a minha. E você?

Não se permita a uma tortura mental por você mesmo.

Pense nisso, se não for muito incômodo.

sábado, 26 de setembro de 2009



Imaginar é uma coisa, vivenciar é outra.


Eis uma frase ocorrida em uma conversa. A necessidade de vivenciar as situações é tão intensa que não se sabe por onde começar a caminhar. E as dúvidas vão surgindo, ou não, age-se por impulso.


Existem situações, muitas delas em que "saber, é melhor do que imaginar",como diria a Grey, e disso, temos que admitir que na vida, as experiências podem valer bem mais do que imaginar o que nunca se viveu.


Não sei...tantas coisas que às vezes preferimos não passar, falo disso em relação a coisas catastróficas, e daí imaginem o que quiserem. Mas, o fato é que viver de dúvidas talvez seja uma grande tortura pra vida toda.


Saber vivendo, imaginar sendo...Repetir as doses se necessário...e evitar outras se sábio, aproximar-se devagar...ou mergulhar por inteiro...


Tantas as opções!


Aprecie então, com moderação, se seu seguro ainda está em formatação.

domingo, 13 de setembro de 2009

Só ou acompanhado?


A cada dia me surpreendo do quanto somos capazes de inventar meios para afastar aquilo que nos entristece ou nos incomoda. É, muitos tem a quem recorrer quando necessitam e outros nem tanto. Muitos não tem a quem pedir ajuda, mas gostariam de ter apoio, e outros que os têm, nem sempre os buscam. Preferir aguentar a barra sozinho é uma opção, mas dividir o peso é tão mais fácil para se continuar caminhando, quando se tem com quem contar. Pra quem contar. Pode ser o tal do orgulho, ou do egoísmo...ou simplesmente, essa prática de recorrer a outros, não lhe é comum, ou ainda, não aprendeu a relatar sentimentos a outros. Talvez, pra você que esteja lendo, pense " impossível alguém não saber falar do que sente", pois é...mas acredite, até isso é um aprendizado, e quem não foi acostumado a falar de si, de suas emoções, que não ouviu muito de outros, sente dificuldade até para entender o que exatamente sente. Está certo, nós talvez nunca cheguemos a entender tudo o que sentimos 100%, pois a subjetividade atravessou séculos de história para se apresentar ao que conhecemos hoje. Mas, há sim aqueles que não sabem dizer que emoção lhe acomete, e mais além, dependendo, não saber exprimi-los da maneira adequada, sendo impulsivos, exagerados, ou muito contidos e endurecidos.


Mas deixando de lado a capacidade de decifrar o que se sente, o fato que chamo atenção, é a nossa capacidade de extravasar essas sensações às vezes não tão bem conhecidas, seja através do esporte, da arte, da música, do estudo, do trabalho, religião,da academia, da dança, do teatro, da escrita, do poema, da leitura...coisas mil a se escolher, além claro, de momentos de boas companhias. É, pois sabemos que existem outros caminhos que as pessoas quando fragilizadas acabam indo, como os entopercentes, vandalismo, e outros até desenvolvendo certos tipos de dependência...

Por que não buscar uma alternativa saudável? Não para necessariamente resolver a situação vivida, mas para ajudar a pensar melhor, a espairecer, respirar e não viver em função do problema, senão a qualidade de vida vai por água abaixo.


E uma coisa eu digo, compartilhar com alguém que você tem certeza que pode pelo menos lhe dar um colo em momentos difíceis, não é fraqueza, pelo contrário, é ser forte o suficiente para reconhecer que você está no seu limite; e é ser humilde, para perceber que sozinho você terá muito mais dificuldades para se levantar, do que acompanhado.


E se for o caso, não se envergonhe de recorrer a alguém profissional para cuidar de você. Não há nada demais em ser cuidado.


"Entre a infância e o fim, também precisamos de outros"
(trecho do livro "A última grande lição").


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